quarta-feira, 6 de julho de 2016

perceber. {1}

O que escrever quando não há palavras, sentimentos, razões, motivações?
Há alguns meses eu senti que estava sufocando, não estava em casa, nem sequer na minha cidade e o pior, não sabia fazer parar. 
Decidi voltar a escrever. 
Precisava voltar a escrever. 
Escrevi por 5 dias. 
Comecei a caminhar e correr na praça, baixei novas músicas, não queria sucumbir sem motivos, porque eu só sentia, mas não sabia explicar. Era angustiante, agonizante e sem sentido. Não fazia sentido, só me fazia sentir. 

sábado, 9 de junho de 2012

Quando o amor acaba

Não quero cobrar, na verdade não queria precisar fazer isso. Sabe quando o amor acaba? Eu sinceramente pensei que isso não existia, sempre acreditei que ele era eterno, por mais que as pessoas não possam, por algum motivo, ficar juntas. Mas venho sentindo na pele o que é não sentir o amor, não me refiro ao amor que eu tenho e sinto, mas sim o amor que eu deixei de receber, por algum motivo que desconheço.
Seria como se fosse uma gangorra, isso é perfeito para descrever isso, não há equilíbrio.
Não é justo e nem reconfortante ter que implorar por uma coisa, ter que reclamar por não estar recebendo, ou havendo reciprocidade, apenas deixe ir.
É difícil ler isso, mas é melhor ler isso do que viver no desamor, do que desacreditar no amor.
Eu sei que o amor é deslumbrante, você quer partilhar para sempre, quer demonstrar para sempre. Imagine como seria difícil se a pessoa que você ama virasse para você e dissesse que não tem mais vontade de você. É melhor nem pensar no quanto isso machucaria.
E daí que é melhor ficar sozinha, amando a si, do que estar 'junto' tendo que amar pelos dois mascarando o não-amor do outro.
Porque no começo são só flores! Vocês não se desgrudam, e você espera que isso dure para sempre. Mas aí o amor acaba.

domingo, 15 de abril de 2012

Antes eu sonhava, agora já nem durmo


As risadas e conversas soam tristes na janela do meu quarto, as pessoas conseguem ser felizes enquanto eu não tenho sequer um motivo para sorrir.
Tudo fica meio torto, queremos fazer o certo, mas nunca estamos prontos. É difícil saber que as pessoas te tratam com indiferença, frieza e que mesmo assim continuam ocupando o mesmo posto que ocupavam quando o sentimento era maior e melhor.
O cansaço nem bate mais, já entrou e nem pediu licença, mas foi de tanto bater que a porta caiu, foi de tanto esperar que ele ficou.
Essas lágrimas que escorrem, esse catarro que não cessa e esse soluço que me impede de respirar são o que me restam. Queria eu ter amor próprio. Queria eu poder fazer a coisa certa, queria eu aceitar o que está na minha cara. Não falo por mim, apenas, sei que todos sabem, está escancarado. E só podemos justificar com uma palavra, um sentimento, uma necessidade: coração, amor e você.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Arranhado

E desde quando tudo começou a ficar tão complicado? As ofensas se tornaram rotineiras e as comparações foram aumentando. Mas por que começou? De repente o amor não seria tão suficiente a ponto de evitar? Ou ele seria suficiente para ajudar a superar? Pode ser que as palavras nem foram tão fortes assim e nem tinham sequer a intenção que interpretávamos, às vezes isso nem fosse sempre necessário e só nos desentendíamos porque estávamos muito ligados e só esperássemos coisas boas.
Isso pode até ser infantilidade, mas quando encontramos alguém que nos enche de amor, paz e uma sensação que eu nem sei descrever, só esperamos coisas boas, e acabamos fazendo coisa ruins.
A que ponto teremos que chegar para aceitarmos de vez que você foi feito pra mim e eu pra você? Sinceramente não merecemos chegar à esse extremo. Tanto eu quanto você sabemos perfeitamente bem que se ultrapassarmos esse topo em que nos encontramos, iremos cair. E eu nunca vi uma queda ser agradável. Quando chegarmos no chão, não passaremos, mas muitas coisas terão passado. E isso não vale a pena, mas o amor, ah, o amor sempre vale a pena.

sábado, 17 de setembro de 2011

E aí que já deu. Deu mesmo.
E aí que já deu. Deu mesmo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

aquilo que a gente sente

E de repente aquele sentimento adormecido voltou com mais intensidade, com uma força que nem eu nem ele imaginávamos que ele tinha.
Mas na verdade ele não tinha adormecido, ele sequer existia, chegou a ser parecido com o de antes, mas nem se compara, não se pode comparar, na verdade eu cansei de comparar.
Agora é tudo novo, não há por que e nem pra que misturar passado com presente, relacionamentos fracassados com relacionamentos certeiros.
Concluir isso foi difícil, agora o que resta é assumir, é aceitar que podemos nos apaixonar várias vezes e que o amor acontece, sim, de maneira rápida, acontece no primeiro instante, no primeiro olhar, na primeira saudade daquela pessoa.
Decidi escrever a nossa história do jeito mais simplório. Ela vai começar da seguinte forma: tudo o que interessa é o que vivemos desde o momento em que os nossos olhos se encontraram, e vai ser assim para sempre, até que os nossos olhos não possam mais se encontrar.