quinta-feira, 28 de julho de 2011

aquilo que a gente sente

E de repente aquele sentimento adormecido voltou com mais intensidade, com uma força que nem eu nem ele imaginávamos que ele tinha.
Mas na verdade ele não tinha adormecido, ele sequer existia, chegou a ser parecido com o de antes, mas nem se compara, não se pode comparar, na verdade eu cansei de comparar.
Agora é tudo novo, não há por que e nem pra que misturar passado com presente, relacionamentos fracassados com relacionamentos certeiros.
Concluir isso foi difícil, agora o que resta é assumir, é aceitar que podemos nos apaixonar várias vezes e que o amor acontece, sim, de maneira rápida, acontece no primeiro instante, no primeiro olhar, na primeira saudade daquela pessoa.
Decidi escrever a nossa história do jeito mais simplório. Ela vai começar da seguinte forma: tudo o que interessa é o que vivemos desde o momento em que os nossos olhos se encontraram, e vai ser assim para sempre, até que os nossos olhos não possam mais se encontrar.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CORPOS

O seu corpo suado no meu,
Sua respiração ofegante fazendo ritmo com a minha
Um 'corpo' intruso,
Um desejo proibido
O auge de uma libido
Dois corpos, dois órgãos, muitos sentimentos e uma única pessoa
Uma dor prazerosa
Um prazer doloroso
Dois corpos chuvosos ...

Jara Romano

Comparativo

Não tem como deixar de comparar o passado com o presente, não que eu queira valorizar o passado, ele foi bom, mas já passou.
É bom perceber que tudo aquilo que te deixava viva não faz mais parte de você no hoje e que amanhã as mesmas coisas que você precisava ontem não serão as coisas de que você precisa hoje para ser feliz.
Foi difícil aceitar que tudo passa e que outras coisas chegam, foi difícil deixar que alguém ocupasse mais um lugar na minha história, foi difícil encerrar um capítulo, mas foi bem mais difícil começar um novo.
Porque o novo é imprescindível e inusitado, uma surpresa a cada frase, um suspiro a cada parágrafo e toda vez que eu penso que ele acabou, ou pelo menos quero que ele acabe, ele não acaba. Queria eu ter o poder de encurtar os meus capítulos e assim viver vários e infinitos capítulos, contudo, neste novo capítulo percebi que isso deixaria minha história fútil e sem emoções verdadeiras, não transmitiria nada de bom, não serviria de exemplo para mim mesma, não daria esperança a ninguém, porque é isso o que todos querem quando leem um livro, se identificar e perceber que tudo vai se resolver, que todo sofrimento passa.