Não tem como deixar de comparar o passado com o presente, não que eu queira valorizar o passado, ele foi bom, mas já passou.
É bom perceber que tudo aquilo que te deixava viva não faz mais parte de você no hoje e que amanhã as mesmas coisas que você precisava ontem não serão as coisas de que você precisa hoje para ser feliz.
Foi difícil aceitar que tudo passa e que outras coisas chegam, foi difícil deixar que alguém ocupasse mais um lugar na minha história, foi difícil encerrar um capítulo, mas foi bem mais difícil começar um novo.
Porque o novo é imprescindível e inusitado, uma surpresa a cada frase, um suspiro a cada parágrafo e toda vez que eu penso que ele acabou, ou pelo menos quero que ele acabe, ele não acaba. Queria eu ter o poder de encurtar os meus capítulos e assim viver vários e infinitos capítulos, contudo, neste novo capítulo percebi que isso deixaria minha história fútil e sem emoções verdadeiras, não transmitiria nada de bom, não serviria de exemplo para mim mesma, não daria esperança a ninguém, porque é isso o que todos querem quando leem um livro, se identificar e perceber que tudo vai se resolver, que todo sofrimento passa.
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